22/08/2015
Pompéia – O Constellation
De pé: Djalma Santos, Pompéia, Edson, Formiga, Zózimo e Helio. 
Agachados: Canário, Romeiro, Leônidas, Zizinho e Ferreira.
Pompéia – o constellation


Foi um daqueles goleiraços de antigamente. Espetacular!

Nasceu em 1934, como José Valentino da Silva, ganhou o apelido ainda garoto porque gostava de desenhar o marinheiro Popeye.

Ainda moleque começou como centroavante nos times locais, porém foi jogar em Três Pontas – MG e o goleiro titular ficou doente, e então o treinador resolveu mandar Pompéia defender os três paus. Depois de atuação brilhante na partida, Pompéia tornou-se titular absoluto da equipe.

As defesas acrobáticas e milagrosas fizeram com que Pompéia não ficasse muito tempo no Sul de Minas. Foi contratado profissionalmente pelo Bonsucesso – RJ por dois anos e depois defendeu o América – RJ por 11 longos anos, sendo inclusive campeão carioca em 1960.

Sua especialidade era o salto acrobático. A torcida tascou-lhe um apelido que tinha valor de condecoração: Ponte Aérea! O torcedor gostava. Os fotógrafos ainda mais. Suas defesas davam fotos tão bacanas que até serviam pra enfeitar caixas de lápis de cor.

Quando ainda jogava pelo América, Pompéia chegou à seleção brasileira, quando a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) montou uma seleção para defender a camisa canarinho em competições sul-americanas.

Saiu do América em 1965, e ainda defendeu as camisas do São Cristóvão, Galícia-BA, Clube do Porto (Portugal), Deportivo Itália (Venezuela) e Deportivo Português (Venezuela), onde foi campeão Venezuelano de 1967.

Em 1969 o Deportivo Português fez um jogo contra o temido Real Madrid, da espanha. No final da partida, Gento, o ponta-esquerda espanhol chuta para o gol e Pompéia faz a defesa no canto rasteiro, mas dá o rebote... Imediatamente, para abafar a jogada, ele vai pra cima do jogador que se aproxima para marcar o gol... mas desta vez o tal jogador, um tal de Di Stefano, é mais rápido, e chuta a bola de forma violenta no olho esquerdo do arqueiro. O Contellation (apelido que ganhou de Waldir Amaral porque era este o nome do avião que ligava o Brasil ao mundo) só acordou no hospital após uma delicada cirurgia, onde ficou cego da vista esquerda. Acabara ali sua brilhante carreira.

A depressão foi sua companheira depois deste acontecimento infeliz. Seus amigos não conseguiram com que ele saísse do fundo do poço. Amaro, campeão de 1960 e amigo de Pompéia, ainda tentou que ele fosse treinador de goleiros do Bonsucesso, mas sua intenção foi em vão.

Pompéia ficou esquecido e virou alcoólatra.

Morreu em 1996 com uma bola à beira da cama.
 
Fonte: http://www.curvasdeminas.com.br/2011/12/chiquinho-pompeia-itajubenses-na.html
 
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